A primeira explosão atingiu um quartel militar e o segundo, um hotel da cidade. As explosões foram violentas, sendo ouvidas a quilômetros do local. Até o momento, ninguém reivindicou o atentado, ainda que a Al-Qaeda no Magreb Islâmico, braço do grupo terrorista, seja suspeita do ataque. O grupo é uma das organizações rebeldes mais ativas do país de 34 milhões de habitantes, que é um grande fornecedor de gás e petróleo para a Europa.
Entre os 31 feridos - balanço total dos dois atentados - estão 27 civis e quatro militares, afirmou o Ministério do Interior argelino. Outras fontes de segurança asseguraram que o segundo atentado foi o mais mortífero, atingindo um ônibus que transportava trabalhadores argelinos da empresa canadense de construção SNC-Lavalin. A explosão teria matado 11 passageiros do ônibus, segundo tais fontes, que indicaram que nenhum estrangeiro está entre as vítimas. O primeiro atentado contra o quartel militar derrubou o muro da instalação e feriu seis pessoas, além de produzir inúmeros danos materiais.
Primeiro atentado
Um atentado suicida contra uma academia de polícia deixou pelo menos 43 mortos e 45 feridos na região de Cabilia, leste da Argélia, na terça. O ataque com explosivos no povoado de Les Issers, a cerca de 50 quilômetros da capital, Argel, foi considerado o mais sangrento dos últimos oito meses no país. Segundo testemunhas, um suicida lançou um carro carregado de explosivos contra a entrada principal da academia de polícia. Um grande número de jovens aguardava no local para prestar um concurso para ingressar no centro de formação.
A explosão - que pôde ser ouvida a quilômetros de distância - provocou sérios danos à fachada do prédio, derrubou árvores e abriu uma cratera de vários metros de diâmetro. "A maioria dos mortos era rapazes, com idades entre 18 e 20 anos", afirmou uma testemunha. "Eles estavam em uma fila esperando para entrar na academia e fazer exames de seleção." O Ministério do Interior afirmou que 42 dos mortos e 32 dos feridos eram civis e destacou que o número de vítimas pode aumentar.
A Argélia não tinha um atentado tão mortífero desde o duplo ataque suicida cometido pela Al-Qaeda do Magreb Islâmico em 11 de dezembro de 2007, em Argel. A explosão - que teve como alvo o Conselho Constitucional e um escritório da ONU - deixou 41 mortos e dezenas de feridos.
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int227381,0.htm
NOTA: "Quanto vale uma vida? Diante deste fato parece que não vale mais do que uma tradição cega e ultrajante."
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
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